NEUROANATOMIA – VASOS SANGÜINEOS ENCEFÁLICOS

septiembre 4, 2007 at 12:28 pm 2 comentarios

Vasos Arteriais do Cérebro

Fuente: http://www.sistemanervoso.com
O suprimento arterial do cérebro inclui uma série extremamente complexa de vasos sangüíneos, subdivididos numa série de segmentos que serão descritos a seguir. A rede arterial do cérebro divide-se em duas porções: o polígono de Willis e a circulação vértebro-basilar.

Uma série de distúrbios vasculares podem acometer o sistema nervoso central e periférico, trata-se de doenças extremamente graves exigindo intervenção médica o quanto antes, são exemplos: os aneurismas cerebrais, as malformações arteriovenosas (MAV), hemorragias subaracnóideas (HSA), intraparenquimatosas e formações de hematomas extradurais e subdurais.

Polígono de Willis

Trata-se de um grande anel anastomótico que conecta as metades da circulação anterior entre si com o sistema vértebro-basilar. O polígono de Willis vêm para suprir o cérebro no caso de uma obstrução vascular isto é, quando uma artéria é ocluída, o polígono fornece uma circulação colateral responsável pela irrigação vascular daquela região obstruída.

As artérias carótidas internas (ACI) primitivas se dividem nas porções craniana e caudal. As divisões cranianas terminam inicialmente como artérias olfatórias primitivas que eventualmente originam as artérias cerebrais anteriores (ACA), como também as artérias coroidea anterior e cerebral média (ACM). A artéria comunicante anterior (ACoA) é formada a partir de uma rede vascular plexiforme que se juntam na linha média e conecta as duas artérias cerebrais anteriores. As divisões caudais da ACI se anastomosam com as artérias neurais longitudinais que, regridem, formando as artérias comunicantes posteriores (ACoP). As divisões caudais da ACI também nutrem os segmentos pré-comunicantes das artérias cerebrais posteriores (ACP). As artérias cerebrais posteriores se fundem na linha média formando a artéria basilar (AB).

O polígono de Willis é um polígono arterial com nove lados (nonágono) sendo que o polígono de Willis sem qualquer hipoplasia consta de 10 componentes: 2 artérias carótidas internas (ACI), 2 artérias comunicantes posteriores (ACoP), 1 artéria comunicantes anteriores (ACoA), 2 artérias cerebrais anteriores (ACA), 2 artérias cerebrais posteriores (ACP) e 1 artéria basilar (AB). As relações topográficas importantes incluem: o segmento A1 da ACA passa por cima dos nervos ópticos enquanto que as ACoP passam por baixo do tracto óptico. Alguns ramos deverão ser citados correspondentes ao polígono de Willis: artérias lentículo-estriadas mediais (ramo do segmento A1 da ACA), artéria recorrente de Heubner (ramo do segmento A2 da ACA) e artérias tálamo-perfurantes e tálamo-geniculadas (ramos da ACoP, AB e P1).

ACI. Estas duas artérias formam como ramos terminais as ACM e ACA. A ACI divide-se em 7 segmentos distintos: C1 – cervical; C2 – petroso; C3 – lacerum; C4 – cavernoso; C5 – clinóideo; C6 – oftálmico e C7 – comunicante. O segmento C1 da ACI origina-se ao nível de C3-C4 ou C4-C5. O primeiro segmento da ACI possui duas porções: o bulbo carotídeo e o segmento cervical ascendente. A ACI esta contida no espaço carotídeo, situada posterior e lateral à artéria carótida externa. Na porção cavernosa da ACI (C4), faz relação topográfica com o seio cavernoso e os pares de nervos cranianos ai contidos: III NC, IV NC, V1, V2 e VI NC. Vale lembrar que as ACM (dividida em 4 segmentos anatômicos: M1 – segmento horizontal; M2 – segmento insular; M3 – segmento opercular e M4 – ramos corticais) não são ramos do polígono de Willis já as ACI são.

Ramos da ACM. Dividida em 4 segmentos anatômicos: M1, M2, M3 e M4.

ACA. São ramos terminais da ACI dirigidas medialmente, sendo denominadas ACA pré-comunicantes ou A1. Há três segmentos da ACA: A1 (segmento horizontal ou pré-comunicante); A2 (segmento vertical ou pós-comunicantes) e A3 (parte distal e ramos corticais da ACA – alguns autores consideram estes ramos distais de A3 a A5).

ACoA. Trata-se de um vaso pequeno situado na extremidade anterior da fissura inter-hemisférica. A ACoA conecta os segmentos A1 formando as artérias cerebrais anteriores pós-comunicantes ou A2.

ACoP. As duas artérias comunicantes posteriores são ramos dos segmentos C7 da ACI dirigidos posteriormente. Estas ACoP comunicam a circulação anterior (carotídea) com a posterior (vértebro-basilar). As ACoP após originarem-se dos ramos supraclinóides da ACI curvam-se para trás sobre os nervos oculomotores. Cada ACoP anastomosa-se com o segmento P1 da ACP (dividida anatomicamente em 4 segmentos: P1 – segmento mesencefálico; P2 – segmento ambiens; P3 – segmento quadrigeminal e P4 – segmento calcarino).

AB. Termina próximo à junção pontomesencefálica dividindo-se em duas artérias cerebrais posteriores. Seus segmentos proximais são denominados P1 ou pré-comunicantes – estes segmentos têm um trajeto lateral antero-superior da ponte e inferior ao mesencéfalo.

O polígono de Willis situa-se acima da sela túrcica no interior das cisternas interpeduncular e supra-selar. O polígono situa-se abaixo e lateralmente ao hipotálamo e ao recesso anterior do III ventrículo. Os tractos ópticos passam superiormente às ACoP. Cada segmento A1 possui um trajeto medial e inferior à substância perfurada anterior e giro reto. Situados abaixo do polígono de Willis encontramos a hipófise, o diafragma da sela túrcica e a base do osso esfenóide. O nervo oculomotor (III NC) passa por baixo das ACoP. A bifurcação basilar situa-se no interior da fossa interpeduncular anterior ao mesencéfalo. A incisura tentorial e os lobos temporais situam-se lateralmente ao polígono de Willis.

Topografia do Polígono de Willis.

Ramos Perfurantes do Polígono de Willis. Os ramos perfurantes do polígono de Willis se originam de todo o polígono. As ACA originam ramos denominados artérias lentículo-estriadas mediais e a artéria recorrente de Heubner nutrindo a cabeça do núcleo caudado, o braço anterior da cápsula interna e parte dos núcleos da base. A ACoA emite ramos que suprem a superfície superior do quiasma óptico e a porção anterior do hipotálamo;\estes ramos ainda podem suprir parte do corpo caloso, colunas do fórnix, áreas para-olfatórias e lâmina terminal. As ACoP originam as artérias tálamo-perfurantes anteriores suprindo o tálamo, braço infra-lenticular da cápsula interna e os tractos ópticos. A porção distal da AB e a porção proximal da ACP originam as artérias tálamo-perfurantes posteriores e as artérias tálamo-geniculadas nutrindo o mesencéfalo e o tálamo.

Sistema Vértebro-Basilar

Esse sistema é responsável por quase todo o suprimento sangüíneo do bulbo, da ponte, do mesencéfalo e do cerebelo.

São duas as artérias vertebrais (AV) podendo ser subdivididas em 4 segmentos: V1 (extra-ósseo), V2 (foraminal), V3 (extravertebral) e V4 (intradural). O segmento V1 vai da artéria subclávia até C6 já o segmento V2 vai de C6 ao áxis. Saindo de C1 até o forame magno encontramos o segmento V3 e, por fim, o segmento V4, indo do forame magno até a junção basilar. A artéria vertebral caminha por entre os forames transversais das vértebras cervicais (de C6 a C1), muito vulneráveis às fraturas.

Anatomia topográfica do sistema vértebro-basilar

Cada AV passa por trás dos músculos escalenos anteriores e das artérias carótidas comuns; ascende através dos forames de todos os processos transversos cervicais (exceto C7), situando-se anteriormente aos ramos ventrais dos nervos espinhais cervicais. Sai de C1 curvando-se para trás e com um trajeto por cima do arco posterior do atlas. A AV entra na fossa posterior pelo forame magno, correndo anteriormente às raízes do nervo hipoglosso terminando próximo à junção pontobulbar, unindo-se à AV contralateral para formar, na linha média, a AB.

O sistema vértebro-basilar origina alguns ramos importantes:

1. Artéria Vertebral
2. Artéria Meníngea Posterior
3. Artéria Cerebelar Posterior Inferior
4. Artéria Basilar
5. Artéria Cerebelar Anterior Inferior
6. Artérias Pontinas
7. Artéria Cerebelar Superior
8. Artéria Cerebral Posterior
9. Ramos Hemisféricos Cerebelares
10. Artérias Vermianas Superiores (ramos da Artéria Cerebelar Superior)
11. Artéria Espinhal Anterior
12. Artéria Espinhal Posterior
13. Artéria do Labirinto

Vasos Venosos Cerebrais

Veias Extracranianas e Seios Venosos Durais

As veias de forma geral participam da drenagem daquela determinada região. As veias que compõem o sistema nervoso não são diferentes, realizando assim a drenagem do sistema nervoso. Vale lembrar que, por estar acima do coração e sofrer efeito da gravidade, as veias cerebrais possuem uma discreta pressão negativa.

As veias do couro cabeludo estão interligadas aos seios durais via veias emissárias, já estas veias emissárias atravessam os ossos do crânio drenando para o seio sagital superior. As veias emissárias mastóideas recebem as veias occipital e auricular posterior, passando pelo forame mastóideo, drenando para o seio sigmóide. As veias orbitárias incluem a veia oftálmica superior e a veia oftálmica inferior drenando, ambas, para o seio cavernoso. Já as veias faciais superficiais e profundas são tributárias importantes para as veias jugulares. A veia facial profunda conecta a veia facial anterior com o plexo venoso pterigóide. O plexo venoso pterigóide é uma rede extensa de pequenos canais vasculares que realizam diversas anastomoses com o seio cavernoso. O plexo pterigóide drena posteriormente para a veia maxilar; logo atrás do colo da mandíbula essa veia maxilar une-se à veia temporal superficial para formar a veia retromandibular, sendo que, esta última, desce até a glândula parótida passando entre a artéria carótida externa e o nervo facial. Ela se liga à veia facial drenando para a veia jugular interna.

Figura mostrando os plexos venosos craniofaciais. 1. seio sagital superior; 2. seio sagital inferior; 3. seio reto; 4. seio transverso; 5. seio sigmóide; 6. seio occipital; 7. seio cavernoso; 8. seio petroso superior; 9. seio petroso inferior; 10. veias emissárias; 11. veias do couro cabeludo frontal; 12. veia oftálmica superior; 13. veia oftálmica inferior; 14. veia angular; 15. veia facial anterior; 16. veia facial profunda; 17. plexo venoso pterigóide; 18. plexo venoso faríngeo; 19. veia facial posterior; 20. veia facial comum; 21. veia jugular interna; 22. veia jugular externa; 23. veia vertebral; 24. veia subclávia.

A veia jugular interna (VJI) coleta sangue do crânio, do cérebro e da maior parte do pescoço. A veia jugular interna inicia-se dentro da porção vascular da fossa jugular com a continuação caudal do seio sigmóide. Há uma dilatação presente na origem da veia jugular interna denominada bulbo jugular. A VJI termina unindo-se à veia subclávia para formar a veia braquiocefálica.

As veias diplóicas (VD) são canais vasculares grandes que correm nos espaços diplóicos do calvarium. Não possuem válvulas comunicando-se diretamente com as veias meníngeas, com os seios durais e com as veias pericranianas.

Seios Venosos Durais

Trata-se de canais revestidos por endotélio localizados entre o periósteo do crânio e a camada meníngea da dura máter. As paredes dos seios durais são compostas por dura-máter (tecido conjuntivo denso) resistentes ao colapso. Os seios durais não possuem válvulas nem mesmo tecido muscular. Estes seios coletam sangue das veias cerebrais superficiais e profundas, da meninge e da calvária.

Os principais seios durais são os seios sagitais superior e inferior, os seios cavernosos e intercavernosos, os seios petroso superior e petroso inferior, seio occipital, seio reto, transverso e sigmóide.

Seio Sagital Superior (SSS). Situa-se na depressão formada pela junção da foice do cérebro com a dura-máter, revestindo a tábua interna da calvária. O SSS origina-se próximo à crista etmoidal onde comunica-se com as veias facial e nasal. Curva-se posteriormente aumentando progressivamente seu calibre à medida que se continua caudalmente pela convexidade cerebral. O SSS termina na confluência dos seios ou tórcula de Heterófilo na protuberância occipital interna.

Seio Sagital Inferior (SSI). É um canal pequeno que corre posteriormente na margem inferior livre da foice cerebral; começa na junção dos terços anterior e médio da foice situando-se sobre a porção anterior do tronco do corpo caloso. O SSI recebe tributárias da foice, do corpo caloso, do cíngulo e da porção medial dos hemisférios cerebrais. O SSI termina na união com a grande veia cerebral (veia de Galeno) para formar o seio reto.

Seio Reto (SR). Como já dito, formado na junção da grande veia cerebral com o SSI, corre posterior e inferior no interior da confluência da foice com o tentório cerebelar. O seio reto termina na protuberância occipital interna tornando-se seio transverso.

Tórcula de Heterófilo (Confluência dos Seios). Formada pela união do SSS, SR e dos seios transversos direito e esquerdo.

Seio Occipital. Drena um plexo venoso que circunda o forame magno. Começa na margem posterior do forame magno e passa superiormente na direção da tórcula. O seio occipital comunica-se com a veia jugular interna, plexo venoso vertebral e com o plexo venoso clival.

Seio Transverso (ST). Contidos no interior das conexões das folhas do tentório com a calvária. Os ST curvam-se anteriormente e lateralmente à protuberância occipital interna até a porção petrosa do osso temporal. Em suas bordas posteriores da porção petrosa do osso temporal os ST drenam o seio petroso superior (SPS). Os ST drenam também o SSS, SR e tributárias provenientes do cerebelo. O ST também recebe a veia anastomótica cortical inferior ou veia de Labbé.

Seio Sigmóide (SS). Estes seios são formados pela continuação dos seios transversos, formando um S no sentido anterior e inferior ao ST. Os SS drenam para a VJI.

Seio Petroso Superior (SPS). São veias que se estendem do seio cavernoso até os SS correndo ao longo do tentório cerebelar à borda dorsal da parte petrosa do osso temporal. Drenam a ponte, parte superior do bulbo e mesencéfalo, cerebelo, além do ouvido interno.

Seio Petroso Inferior (SPI). Situa-se num sulco entre o ápice petroso e o clivus estendendo-se ao longo da fissura petro-occipital. O SPI drena no bulbo jugular trazendo consigo sangue venoso do plexo basilar (clivus), plexos venosos vertebrais, plexos pterigóides e veias epidurais.

Seio Esfenoparietal (SE). Continuação ântero-inferior do seio meníngeo e a extensão medial das veias cerebrais médias (silvianas). O seio petroso superior segue a curva da pequena asa do esfenóide com três padrões típicos de drenagem: para o seio cavernoso, para o plexo pterigóide ou posteriormente ao longo do assoalho da fossa média do crânio para o seio petroso inferior ou para o seio transverso. Nos últimos dois casos o seio petroso superior torna-se o seio cavernoso.

Seio Cavernoso (SC). Situam-se bilateralmente ao corpo do esfenóide. Envolve toda a artéria carótida interna, sendo constituído por diversas veias irregulares. O SC estende-se da fissura orbitária superior, anteriormente, até o ápex petroso, posteriormente. Contém o segmento cavernoso da ACI e o nervo abducente. Na parede lateral do seio cavernoso encontramos parte do nervo oculomotor, nervo troclear além da divisão oftálmica (V1) do nervo trigêmio. O SC drena as veias oftálmicas superiores e inferiores podendo também receber o seio esfenoparietal. Se comunicam lateralmente com o plexo pterigóide e medialmente com o seio cavernoso contralateral (seio intercavernoso). Posteriormente o SC drena para o seio petroso superior e inferior que mais tarde desembocarão no ST e bulbo jugular.

Veias Cerebrais

As veias cerebrais superficiais correm ao longo dos sulcos superficiais drenando o córtex a alguma substância branca adjacente. Há inúmeras anastomoses entre as veias superficiais e profundas. As veias superficiais são subdivididas em grupos de veias superiores, médias e inferiores. Três grandes veias são freqüentemente encontradas: veia cerebral média superficial, veia anastomótica superior (ou veia de Trolard) e veia anastomótica inferior (veia de Labbé).

Veia Cerebral Média Superficial. Corre ao longo da fissura silviana coletando várias tributárias que drenam as áreas operculares, curvando-se anteriormente em torno da ponta do lobo temporal passando medialmente para o seio cavernoso ou seio esfenoparietal.

Veia de Trolard. Também denominada veia frontoparietal, corre posterior e superiormente à fissura silviana até a parte média da convexidade hemisférica. Conecta a veia cerebral média superficial ao SSS.

Veia de Labbé. Também chamada de veia occipitotemporal, corre sobre o lobo temporal ao longo do sulco occipitotemporal e se conecta à veia cerebral média superficial com o seio transverso.

As veias cerebrais profundas constituem-se nas veias medulares e veias subependimárias.

Veias Medulares. Passam pela substância branca cerebral profunda e drenam nas veias subependimárias que correm ao longo das paredes dos ventrículos laterais. As veias medulares possuem forma de cunha e se distribuem em ângulos retos com as veias subependimárias.

Veias Subependimárias. Após receberem as veias medulares, estas veias subependimárias formam tributárias maiores. As veias tributárias mais importantes são: veias septais, veias tálamo-estriadas e veias cerebrais internas. As veias septais começam na parte lateral dos cornos frontais dos ventrículos laterais passando medialmente sobre o joelho do corpo caloso. À medida que se aproximam da linha média estas veias septais curvam-se acentuadamente para trás e correm ao longo do septo pelúcido. Cada veia septal faz uma curva em volta dos pilares do fórnix para desembocar nas veias cerebrais internas por trás do forame de Monro. As veias tálamo-estriadas são formadas pela confluência das veias caudadas anteriores e da veia terminal. As veias tálamo-estriadas unem-se com as veias septais para formarem as veias cerebrais internas. Já as veias cerebrais internas são as maiores e mais importantes veias profundas do cérebro – originam-se atrás do forame de Monro, estando localizadas próximas à linha média na tela coróide do tecto do III ventrículo. As veias cerebrais internas terminam na cisterna quadrigeminal unindo-se entre si e com as veias basais para formar a veia de Galeno (grande veia cerebral).

Duas outras veias profundas merecem destaque: veia basal de Rosenthal e Veia de Galeno.

Veia Basal de Rosenthal. Originam-se na fissura silviana próximo ao úncus do lobo temporal sendo formadas pela confluência das veias cerebrais média profunda e anterior, como também pelas veias que drenam a insula. As veias basais de Rosenthal correm posteriormente em volta dos pedúnculos cerebrais e através do tecto até a veia de Galeno. As veias basais de Rosenthal podem receber as veias mesencefálicas laterais. Abaixo do esplênio do corpo caloso as veias basais de Rosenthal e a veia cerebral interna se unem para formar a veia de Galeno.

Veia de Galeno. Curta, em forma de U que se curva posterior e superiormente em torno do esplênio do corpo caloso, terminando próximo ao ápex do tentório onde se junta ao SSI para formar o seio reto.

A drenagem da fossa posterior ainda é realizada por três grandes grupos de vasos venosos: Veias Superiores (Galênicas), Veias Anteriores (Petrosas) e Veias Posteriores (Tentoriais).

Dentro do grupo das veias Galênicas destacamos:

1. Veia Cerebelar Pré-Central: se origina na fissura entre a língula e o lóbulo central do cerebelo correndo superiormente em paralelo ao tecto do IV ventrículo. Termina atrás do colículo inferior drenando para a veia de Galeno.

2. Veia Vermiana Superior: origina-se próximo ao declive curvando-se para cima e para frente ao longo do cúlmen. Termina penetrando a veia de Galeno.

3. Veia Pontomesencefálica Anterior: são várias veias pequenas que aderem-se à ponte curvando-se na fossa interpeduncular delineando a superfície inferior dos pedúnculos cerebrais.

Dentro do grupo das veias Petrosas destacamos a veia petrosa formada pela junção, na cisterna do ângulo pontocerebelar, das tributárias do cerebelo, da ponte e do bulbo. A veia petrosa corre anterior e lateralmente abaixo do nervo trigêmio para penetrar o seio petroso superior.

Dentro do grupo das veias Tentoriais destacamos as veias vermianas inferiores curvando-se posteriormente e superiormente ao longo da parte inferior do vérmis terminando nos seios tentoriais.

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NEUROANATOMIA – VASOS SANGÜINEOS ENCEFÁLICOS – (IMAGENS – PARTE I) SNC, MEDULA, SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO, PLEXOS, PEÇAS ANATÔMICAS – PARTE 3

2 comentarios Add your own

  • 1. antonia  |  julio 31, 2009 a las 5:40 pm

    SE POSSIVEL GOSTARIA EXPICAÇAO FIZ TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DO CRANIO E LA DIZ O GUER DIZER ALARGAMENTO DOS SULCOS DA SUPERFICIE CORTICAL CEREBRAL PRINCIPALMENTE NA ALTA CONVEXIDADE E DAS FISSURAS SILVIANAS SE PUDER ME ESCLARECER

    Responder
  • 2. Cristiane  |  junio 30, 2010 a las 8:29 pm

    Minha mae fez uma tc o resultado deu Areas hipoatenuantes na substancia branca periventricular e subcortical compativel com doença demielinizante de etiologo vascular.sinais de involuçao cerebral cortico subcortical.calcificaçaoes parietais nas arterias carotidas internas.Minha mae ficou com a voz embolada,sem poder engolir os alimentos pq nao tinha mais força.Veio a obito convesando com migo,mais ate agora nao seu que doença foi essa que acabou com minha mae.Amei o site mais nao conseguir entender direito algunas coisas.Desde ja agradeço a resposta.
    ——————————————————————————–

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